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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Um livro do catano à borla, parte 2.


E o vencedor da votação que referi aqui foi American Gods, possivelmente o meu favorito de todos os livros de Neil Gaiman que li até hoje. É um canhenho impressionante, que mistura várias mitologias, zombies, corvos falantes e uma vagina devoradora de homens. Poderão encontrá-lo em formato electrónico e totalmente grátis, a partir de amanhã, no site da editora Harper Collins.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Um livro do catano à borla.

Para comemorar o sétimo aniversário do seu blog, o escritor britânico Neil Gaiman decidiu colocar um dos seus livros online e de forma totalmente gratuita, durante um mês, cabendo aos fãs a decisão de escolher o livro. A única coisa que pede é que os fãs escolham não o seu favorito, mas aquele que consideram a melhor introdução à obra gaimanesca, de modo a que esta oferta beneficie os que ainda nunca leram os seus livros.

Se quiser votar, visite esta entrada no blog de Gaiman. Assim que o resultado for anunciado, colocá-lo-ei também no meu cantinho.

Na minha opinião, esta oferta é uma interessante estratégia publicitária. Vamos a ver no que vai dar...

sábado, 13 de outubro de 2007

Meeting at Night

I.
The grey sea and the long black land;
And the yellow half-moon large and low;
And the startled little waves that leap
In fiery ringlets from their sleep,
As I gain the cove with pushing prow,
And quench its speed i' the slushy sand.

II.
Then a mile of warm sea-scented beach;
Three fields to cross till a farm appears;
A tap at the pane, the quick sharp scratch
And blue spurt of a lighted match,
And a voice less loud, thro' its joys and fears,
Than the two hearts beating each to each!

Robert Browning

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Obras de arte (21)

Já que os meus dois últimos posts foram de natureza shakespeariana, deixo-vos as visões de diferentes artistas sobre uma das mais célebres personagens do dramaturgo:


Ophelia (1775), de John Hamilton Mortimer



Ophelia (c. 1831), de Joseph Severn



La Mort d'Ophélie (1853), de Eugène Delacroix



Ophelia, de James Sant



Ophelia (1874), de Henry Nelson O'Neil



Ophelia (1894), de John W. Waterhouse

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Já agora...

... uma coisa que poderá vir a ser muito útil no vosso dia-a-dia: um criador automático de insultos shakespearianos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Leituras


A conselho da Maria Elisa, comecei a ler O Conde de Monte Cristo.

domingo, 2 de setembro de 2007

Vídeo da Semana


Esta magnífica obra de arte é a curta-metragem Tyger, do brasileiro Guilherme Marcondes, inspirada no poema homónimo de William Blake.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

King

Eu adoro Stephen King, que considero um fabuloso artesão da escrita e que, ainda mais do que pelos seus livros, admiro devido à sua paixão pela (boa) literatura. O seu livro On Writing (meio autobiografia, meio manual sobre a arte da escrita) é uma pequena pérola sobre o prazer de escrever, algo que vemos também reflectido em Misery, que contém pequenos pormenores sobre aquilo que On Writing, mais tarde, veio a aprofundar.

Agora, encontro nesta crónica, escrita para aqueles que acham que os livros de JK Rowling não vão resistir à passagem do tempo ou não têm qualidade, mais motivos para admirar o homem.

(Aviso, porém, que é melhor não ler a crónica de King se ainda não leram o último livro e não querem spoilers, pois ele revela algumas coisas que talvez não queiram saber ainda...)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Obras de arte (18)


Dom Quixote na Sua Biblioteca, de Gustave Doré

Cadeia Literária (5)


Dom Quixote de La Mancha
Miguel de Cervantes

Deixei o melhor para o fim. Eu sei que há muita gente que considera a escolha de Dom Quixote como livro de uma vida como um banalíssimo cliché, mas eu quero lá saber; adoro este livro e pronto!
Na verdade, a minha paixão pela história do cavaleiro da triste figura começou muitos anos antes de descobrir o livro, por intermédio de um desenho animado que passou na RTP tinha eu uns 3 ou 4 anos, e que há uns tempos repetiu no canal Panda. Alguém se lembra disto? Até hoje, cada vez que oiço a música inicial fico com pele de galinha...
Porém, esta paixão de infância pelo desenho animado levou-me a resistir a ler o livro durante muitos anos, talvez com medo de que a adaptação tivesse sido tão livre que, ao entrar em contacto com a história original, sofresse uma enorme desilusão. Nada podia ser mais errado, já que este é um livro magnífico, totalmente merecedor do amor de tantos leitores. Quanto muito, agora arrependo-me de ter demorado tanto tempo a pegar nele.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Cadeia Literária (4)

A Semana das Bruxas (Witch Week)
Diana Wynne Jones

Acho inconcebível que Diana Wynne Jones seja ainda praticamente desconhecida em Portugal, e que os poucos livros dela que chegaram até nós (quatro dos sete livros da série em que A Semana das Bruxas se insere) apenas o conseguiram devido à febre de lançamento de livros "estilo Harry Potter" e não devido ao facto de esta autora ser, há quase 30 anos, uma das maiores referências da literatura fantástica para jovens.
(E agora que releio o parágrafo acima apercebo-me de que é um bocadinho hipócrita, considerando que este deve ser o livro mais "potteresco" de Jones e que um dos elogios que pretendo fazer vai ter uma referência a Hogwarts. Bem, adiante.)
Devido a Diana Wynne Jones ser praticamente desconhecida no nosso país, apenas me foi possível até agora ler uma ínfima parte na sua extensa bibliografia; para além dos quatro livros desta série acima referidos, "devorei" o magnífico (e complexo) The Merlin Conspiracy, e ri-me até às lágrimas com o genial The Tough Guide to Fantasyland, uma enciclopédia de viagens ao mundo da fantasia, que desconstrói sem dó nem piedade todos os clichés deste género. E, claro, fui ao cinema ver o magnífico O Castelo Andante, de Hayao Myiazaki, a versão (muito livre, ao que parece) para cinema daquela que é considerada a obra-prima de Jones, Howl's Moving Castle - e consequentemente desde então estou à espera que alguém por cá aproveite o embalo do filme para lançar o livro, mas cada vez mais me convenço de que isso só irá acontecer no dia de São Nunca à tarde... Mas, apesar do meu contacto com a autora ser então bastante reduzido, ainda assim já a elegi como uma das minhas autoras contemporâneas preferidas, ao mesmo nível de Roald Dahl e Neil Gaiman (claro que também gosto de JK Rowling, mas o nome dela está um bocadinho mais abaixo na minha lista de afectos literários).
Mas concentremo-nos então no livro que escolhi. A Semana das Bruxas está inserido na série Os Mundos de Chrestomanci, que contam histórias semi-independentes. Quero dizer com isto que, embora seja recomendável ler O Castelo Encantado em primeiro lugar para compreender as "regras" do mundo em que esta série se insere, e embora Conrad's Fate, ainda não publicado entre nós, seja cronologicamente posterior a As Vidas de Christopher Chant, todos os outros livros podem ser lidos na ordem em que o leitor mais desejar. À primeira vista, parece um erro inserir A Semana das Bruxas nesta série, por se passar num mundo completamente diferente daquele em que os outros livros ocorrem. Porém, se já estiverem familiarizados com o mundo da família Chant, a ligação deste livro com os restantes começa a fazer sentido a partir de determinado ponto. Talvez devido a este ar "alienígena" que A Semana das Bruxas tem dentro da série, o livro é considerado por muitos fãs como o mais fraco dos sete. Mesmo assim, eu pessoalmente elejo-o como um dos meus favoritos, pois acho que aquilo que o torna estranho é precisamente o que lhe dá mais força.
Enquanto os outros seis livros descrevem um mundo onde a moda e a tecnologia abrandaram no período eduardiano e onde a magia é prática comum, em A Semana das Bruxas temos um mundo quase semelhante ao nosso... excepto num pormenor: a caça às bruxas e a sua execução pela fogueira às mãos da inquisição são ainda actuais e fazem parte do dia-a-dia de todos, sendo a associação com bruxas motivo de medo e vergonha. É neste ambiente que existe o Colégio Larwood, que os leitores de Harry Potter facilmente concordarão ser uma espécie de anti-Hogwarts, visto ser um colégio interno para não-feiticeiros, onde o preconceito contra a feitiçaria e todos aqueles a ela ligados (mesmo através de laços de sangue, por mais afastados que sejam) são tão fortes como o preconceito contra Muggles e feiticeiros seus descendentes no universo de Rowling. Num mundo destes, é fácil imaginar o pânico que se levanta quando um professor descobre, entre os trabalhos que está a classificar, um bilhete anónimo com uma acusação gravíssima: ALGUÉM DESTA TURMA É FEITICEIRO. A suspeita levanta-se entre os alunos, e as acusações começam a surgir...
Uma leitura imprescindível para quem gosta de literatura de fantasia. Mas já agora... para quando uma edição em português de Howl's Moving Castle, ó faxavor?

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Cadeia Literária (3)

A Casa de Papel (La Maison de Papier)
Françoise Mallet-Joris

Mudámo-nos. Pauline fica desolada por perder o seu pequeno companheiro de brincadeiras, Pierre, que habita nas traseiras.
Pauline (mexendo as mãos com vivacidade) – Pierre! Meu Pierre! Meu adorado Pierre, Pierre bem amado! Morrerei!
Na minha cama, leio ou tento ler um manuscrito.
Eu – Pauline, tu és ridícula.
Pauline – Eu amo-o. Se o deixo, morreremos os dois!
Eu – Quem te deu essas ideias ridículas?
Pauline (perdendo toda a exaltação) – É a televisão. É muito má para as crianças.

Françoise Mallet-Joris, A Casa de Papel - tradução de Maria Helena Araújo, Livraria Civilização, 1974
Este livro chegou-me às mãos por puro acaso há muitos anos, numa feira de livros usados. Já velhote e decididamente gasto, senti uma vontade irresistível de lhe dar um novo lar e até hoje não me arrependo. Há alguns anos, comprei um exemplar mais moderno na sua língua original (o mesmo da capa que aqui apresento) mas a edição portuguesa, muito menos apelativa a nível estético e mais velhinha do que eu, é decididamente a mais amada.
A Casa de Papel é um trabalho autobiográfico da escritora francesa Françoise Mallet-Joris que, no final da década de 60, passou para escrito pequenos textos a descrever o seu dia-a-dia numa casa caótica que partilha com o marido pintor e os seus quatro filhos (Daniel, de 19 anos, o poeta; Vincent, de 14 anos, o filósofo; Alberte, de 11 anos, o anjo; e Pauline, de 9 anos, o demónio), para além de uma sucessão de animais de estimação, empregadas domésticas, professores de dança e visitantes ocasionais. No espírito da liberdade do período em que Françoise escreveu estes frescos, a sua casa é um local onde a desordem impera e onde as pessoas entram e saem quando querem, sem necessitarem de chave ou convite. Esta liberdade é tal que, a certa altura, Françoise vê um perfeito desconhecido entrar, usar a casa de banho e sair, como se tivesse entrado num café! E, claro, temos descrições aqui e ali sobre a experiência de viver em Paris durante o Maio de 68:
A Alberte toma nota das suas impressões acerca das barricadas: «Na escola disseram-me que os estudantes são maus, que fazem isso para meter medo às pessoas boas. Os meus pais não são dessa opinião. Tenho a certeza de que estão de boa fé, mas terão eles razão?»
Esta frase, que fez rir um amigo nosso, agradou-me pelo que contém de confiança e circunspecção. De certa maneira compensa os meus esforços para influenciar a sua capacidade de apreciação.
O que mais me agrada nesta obra é o modo fragmentado como ela foi escrita; em vez de uma narrativa sólida e una, temos pequenos fragmentos da vida desta família, ora em forma de conto, ora em diálogos (numa família em que estes são considerados como um factor imprescindível para o desenvolvimento dos filhos como seres humanos que pensam por si), ora em circunspecções da autora. Em muitos aspectos, ler A Casa de Papel é como ler um blogue - de tal modo que tenho a certeza que seria este o meio pelo qual Françoise Mallet-Joris o teria escrito nos dias de hoje.
Uma leitura doce e ternurenta, e um livro que estimo muito. Espero que um dia volte a ser editado por cá.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Cadeia Literária (2)

Bons Augúrios (Good Omens)
Neil Gaiman e Terry Pratchett

Como os frequentadores habituais deste cantinho já sabem, sou uma grande fã de Neil Gaiman. Entre os trabalhos deste autor que mais me impressionaram contam-se obras-primas como Coraline, Stardust (cuja adaptação estreará nas salas de cinema em breve), a BD Sandman e o magnífico American Gods.
Nesse caso, porquê escolher Good Omens, escrito em parceria com Terry Pratchett (autor da série de fantasia humorística Discworld), para esta lista dos meus livros favoritos? A resposta é simples: porque, apesar de considerar os outros livros que acima referi como obras-primas, este acaba por ser o livro de Gaiman que mais vezes retiro da estante para reler. No mínimo, devo pegar neste canhenho pelo menos uma vez por ano - e cada vez que o faço, descubro algo novo.
A história é a seguinte: o Céu e o Inferno planeiam o Apocalipse que, de acordo com a Bíblia, deve iniciar com o aparecimento do Anticristo. As forças do Mal planeiam o nascimento da criatura e a colocação desta no seio de uma família humana mas, devido a uma freira satânica incompetente, algo corre mal. Junte-se a isto o facto de um anjo (Aziraphale, o alter-ego de Pratchett) e um demónio (A.J. Crowley, alter-ego de Gaiman) se terem acomodado à vida entre os mortais e não estarem muito desejosos de terem os seus hábitos alterados pelo fim do mundo, e dos seus caminhos se cruzarem com os últimos caçadores de bruxas do Reino Unido e com um livro escrito por uma vidente que, séculos antes, predisse tudo aquilo (sim, tudo) que irá ocorrer naquele fatídico dia, para que o resultado seja tudo menos aquilo que a Bíblia indicava que fosse...
Apesar de eu normalmente preferir ler os livros na sua edição de origem (quando entendo a língua, claro está), acho a tradução portuguesa, de Carlos Grifo Babo, fenomenal. A única queixa que faço é sobre a sua escolha de traduzir alguns nomes, apesar de compreender que esses mesmos nomes foram traduzidos para facilitar a compreensão e/ou simbolismo dos próprios (mas, mesmo assim, torço-lhes o nariz; I mean, Adão Young?!?). Para além disso, de todas as capas que já vi deste livro, considero a portuguesa a mais bonita.
Bom, mas voltando à história propriamente dita: vê-se que Pratchett e Gaiman se divertiram imenso a escrever este livro a meias, e que se incentivavam um ao outro a serem mais loucos e brilhantes a cada página. Entre outras coisas, uma das suas "vítimas" foi o inglês arcaico, utilizado por diversas vezes durante o decorrer da história, não só devido ao livro de profecias referido acima mas também para descrever algumas das obras da colecção de Aziraphale. De entre elas, podemos contar com a Bíblia Que Se Fornique Isso Tudo, uma bíblia conhecida por esse nome devido a este erro de impressão:
2. E junto ao território de Dã, desde o limite vertical ao occidental, receberá Afer huma porção.
3. E junto ao território de Afer, desde o limite oriental até junto do limite occidental, receberá Nephtali huma porção.
4. E junto ao território de Nephtali, desde o limite oriental até ao limite occidental, receberá Massanés huma porção.
5. E que fe fornique Tudo ifto q não he diverfão. Eifme enfermo até a Alma de efta compofição. Meftre Biltonn não he cavalheiro, e Meftre Scagges não valle mais q hum punho cerrado de hum Puxador de porta de Southwarke. Eu vos direi q em hum dia qual efte, qualquer hum com meya onça de Sizo devia de eftar lá fora ao Sol e não mettido todo o santo dia nefta velha e bollorenta Oficina que Noffa Senhora nos livre della. @-*»AE@;!
6. E junto ao território de Ephrahim, desde o limite oriental até ao limite occidental, receberá Ruben huma porção.

Neil Gaiman e Terry Pratchett, Bons Augúrios - tradução de Carlos Grifo Babo, Editorial Presença, 2004
Em conclusão, este livro é absolutamente delirante, repleto de momentos que apetece reler vezes sem conta (o meu favorito é a escolha de nomes dos outros Quatro Cavaleiros do Apocalipse) e personagens memoráveis e bem delineadas. Deve ser lido ao som de Queen.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Os dois Wonkas

Já agora, e visto que estive a comparar os Wonkas dos dois filmes no meu post anterior, aqui está a mesma cena em cada uma das versões.

1971:


2005:


Na minha opinião, a versão de 2005 é muito mais espectacular visualmente - mas, em contrapartida, Gene Wilder é muito mais fiel à visão do livro...

Cadeia Literária (1)

A Maria Elisa desafiou-me a escolher cinco livros, desafio esse que aceito de bom grado. Como tenho a tendência de divagar um pouco quando falo das obras que escolhi, vou repartir esta resposta em cinco posts. Aqui está o primeiro:

The Complete Adventures of Charlie and Mr Willy Wonka
Roald Dahl

Sinto que estou a fazer batota com esta escolha, porque este volume reúne os dois livros de Roald Dahl sobre Charlie Bucket e o chocolateiro Willy Wonka. Porém, como para mim os dois livros são parte de um todo, e como é este o exemplar que possuo, deixei estar.
Desde criança que sou fã de Roald Dahl. Porém, o meu contacto com as suas obras foi feito ao contrário: em criança, conheci os contos para adultos (sendo a minha estreia no mundo Dahliano graças à adaptação televisiva do magnífico "Lamb for the Slaughter" em Alfred Hitchcock Apresenta, realizado pelo próprio Mestre Alfredo) tendo descoberto as obras infanto-juvenis apenas na idade adulta.
De todas as obras de Roald Dahl, não há dúvida que a saga de Charlie Bucket é a sua obra-prima. E, se tivermos em conta que o resto da sua bibliografia inclui pérolas como As Bruxas, Matilda, The BFG e, claro, o já referido Lamb for the Slaughter, isto mostra a sua qualidade... Como sempre, Dahl transporta-nos para um universo surrealista e delirante onde nada é o que parece, governado por um excêntrico fabricante de doces.
No primeiro livro, Charlie e a Fábrica de Chocolate, adaptado por duas vezes ao cinema (em 1971 numa versão tão livre que provocou a ira de Dahl, que se desligou imediatamente do projecto - mas que, em contrapartida, tem na magnífica prestação de Gene Wilder o Willy Wonka perfeito e definitivo; e em 2005 numa adaptação quase perfeita por Tim Burton, que só peca pelo facto do Wonka de Johnny Depp ser um pateta alegre em vez do magnífico - e "dumbledoriano" - manipulador do livro), Charlie Bucket é o típico herói que vive de forma miserável até que o concurso dos bilhetes dourados dos Chocolates Wonka mudam a sua vida. Os vencedores do concurso têm direito a uma visita guiada à fábrica de chocolates, onde as outras crianças (pequenos monstrinhos intratáveis) são punidos por Wonka devido aos seus pecados. No segundo livro, Charlie e o Grande Elevador de Vidro, Willy Wonka leva Charlie e toda a sua família numa viagem pelo espaço, que inclui a visita a um hotel espacial onde ocorre um ataque alienígena.
Uma obra imperdível, para todas as idades.

Obras de arte (17)

Já que esta semana estou completamente imersa no último livro da série:


Mirror of Erised, de Mary GrandPre

domingo, 15 de julho de 2007

Vídeo da Semana

Com a estreia do 5º filme nesta semana e o lançamento do 7º (e último) livro no próximo sábado, o vídeo desta semana é uma homenagem ao universo de Harry Potter:



A sacana da música fica no ouvido, não acham?

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Soneto 130 de William Shakespeare

My mistress' eyes are nothing like the sun;
Coral is far more red, than her lips red:
If snow be white, why then her breasts are dun;
If hairs be wires, black wires grow on her head.
I have seen roses damasked, red and white,
But no such roses see I in her cheeks;
And in some perfumes is there more delight
Than in the breath that from my mistress reeks.
I love to hear her speak, yet well I know
That music hath a far more pleasing sound:
I grant I never saw a goddess go,
My mistress, when she walks, treads on the ground:
And yet by heaven, I think my love as rare,
As any she belied with false compare.


Se acharam bonito, tentem ouvir isto recitado por Alan Rickman...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Pois sim.

Surpresa Estragada: Final do último Harry Potter é divulgado na Internet

Pessoalmente, não acredito lá muito nisto. Recentemente, foi enviado a duas amigas minhas um ficheiro que se dizia conter o livro, e depois descobriu-se que era apenas uma fanfiction muito bem escrita. E, claro, nunca me vou esquecer do "excerto" que andou a circular pela net antes do lançamento do 5º livro, que revelava que a Hermione ia morrer depois de uma noite de sexo com... bem, é melhor não dizer, senão a malta que por cá anda que gosta destes livros vai ficar com sérios traumas.

sábado, 16 de junho de 2007

Bloomsday

Hoje, 16 de Junho, celebra-se Bloomsday, o dia em que admiradores do escritor James Joyce celebram a sua maior obra, Ulisses - cuja acção decorre, precisamente, a 16 de Junho.

Em homenagem a este acontecimento, eis a figura que dá nome ao dia: a personagem principal de Ulisses, Leopold Bloom:


E, já agora, um parentesis a que acho imensa graça. Se virmos bem as coisas, hoje celebra-se também um outro Bloomsday, graças ao génio de Mel Brooks. Em homenagem a James Joyce, Brooks deu a uma das personagens principais de The Producers o nome Leopold Bloom.

Gene Wilder como Leo Bloom em 1968.


Matthew Broderick como Leo Bloom em 2005.

E, se virmos com atenção (pelo menos na versão de 2005; tenho de rever o original para ver se aí também acontece) no início do filme um calendário indica que a história começa no dia 16 de Junho. Mais tarde, nessa mesma noite, Leo pergunta "When is Leopold Bloom's day?", o que me fez rir à gargalhada ao rever o filme após ter feito a descoberta do calendário.