Já que os meus dois últimos posts foram de natureza shakespeariana, deixo-vos as visões de diferentes artistas sobre uma das mais célebres personagens do dramaturgo:
Ophelia (1775), de John Hamilton Mortimer
Ophelia (c. 1831), de Joseph Severn
La Mort d'Ophélie (1853), de Eugène Delacroix
Ophelia, de James Sant
Ophelia (1874), de Henry Nelson O'Neil
Ophelia (1894), de John W. Waterhouse
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Obras de arte (21)
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Pattie
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quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Não havia nechechidade...
Os alunos de uma escola no Arizona foram assistir à peça As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos. Ao fim de 40 minutos, uma delegada da escola interrompeu a peça, por considerá-la imoral e inapropriada à tenra idade das criancinhas a seu cargo.
Considerando que muitas das ditas criancinhas eram autênticos marmanjos, visto que a escola dá aulas a alunos do 6º ao 12º ano, sinceramente não vejo qual é o escândalo. Se calhar a mulher é uma prima do Diácono Remédios.
E agora estou cheia de curiosidade... Qual seria a reacção dela a uma peça de Shakespeare no seu estado integral - como por exemplo Rei Lear (em que duas personagens vazam os olhos a outra em pleno palco), Hamlet (referências a incesto e sangue a rodos) ou Tito Andrónico (violações, mutilações, canibalismo e um final ainda mais sangrento que o de Hamlet)? Se calhar ia desta para melhor.
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Pattie
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sábado, 9 de junho de 2007
A Lailai
Acho que nunca vi um programa do Dança Comigo do princípio ao fim, mas sempre que apanho um bocado fico a ver por uns minutos antes de voltar a minha atenção para outro programa ou para algo que tenha de fazer nesse momento. Hoje, apanhei o programa logo no princípio, e fiquei muito contente por ver a Adelaide João no júri. Fiquei totalmente derretida ao ouvir a Catarina Furtado chamá-la de Lailai, pois a alcunha remete-me para a altura em que a conheci, há uns 8 anos.
Isto aconteceu no final do meu 2º ano de faculdade, quando fiz parte do grupo de teatro da Autónoma, orientado pela Bibi Gomes e pelo António Carvalho, do grupo de teatro O Bando. Éramos um grupinho pequeno, mas as nossas sessões eram muito divertidas e aprendemos imenso com eles. Infelizmente, o grupo não durou muito porque a associação de estudantes resolveu deixar de pagar o aluguer da sala onde nos encontrávamos, assim como o salário da Bibi e do Toni (provavelmente o dinheiro passou a ser gasto nas bejecas da tuna) mas mesmo assim fomos convidados a colaborar no primeiro FIAR (Festival Internacional de Artes de Rua), em Palmela. Na última noite do festival, alguns membros do Bando juntaram-se à nossa prestação, entre eles a Lailai, que me impressionou completamente por ser, em matéria de comportamento e disposição, a mais nova de todos nós. Trepava em construções de metal, fingia adormecer para cima dos nossos colos durante as palestras... Enfim, era uma autêntica miúda.
Alguns meses mais tarde, o Bando voltou a contactar os sobreviventes do grupo da Autónoma para colaborarmos no aniversário do grupo. Lá fomos nós novamente para Palmela, de autocarro, e a sempre irrequieta Lailai foi a alma da festa durante toda a viagem. No final, quando nos preparávamos para voltar, senti a mão dela a agarrar-me com força.
- Desculpa lá - disse ela - mas esqueci-me do teu nome. Como é que te chamas mesmo?
- Patrícia.
- É um lindo nome, mas acho que te vou chamar Grande. É que tu és gigantesca, querida. Ó Grande, faz-me um favor. Pega lá na minha mala e ajuda-me até ao autocarro, que acho que exagerei um bocado.
E foi este o meu último contacto com a Lailai. Fui ao segundo FIAR, mas já apenas como membro do público e, apesar de ter falado com a maior parte das pessoas com quem tinha trabalhado no ano anterior, não pude falar com ela. E infelizmente desde aí nunca mais falei com ninguém do Bando ou no grupo da Autónoma, e estou cheia de saudades. Talvez um dia...
Mas, até lá, vou matando saudades desta senhora fantástica vendo-a na TV de vez em quando.
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Pattie
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